Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 02/09/2022

A Constituição Federal de 1998 prevê o direito à informação legítima para todos os cidadãos brasileiros. Embora, no país, tal prerrogativa vem sendo reverberada quando se observa os impactos nas decisões de consumo, causados pelos influenciadores digitais, uma vez que faltam medidas governamentais para resolver esse impasse. Além disso, à negligência presente na sociedade, dificultando, desse modo, a universalização desse direito.

Diante desse cenário, tem de se avaliar que o governo não está cumprindo o seu dever de total atenção a população. Nesse sentido, propagandas enganosas, divulgadas por influenciadores digitais vêm permeando entre a sociedade e culminando em uma série de questões, como a compra de remédios para emagrecer que só fazem mal à saúde. Essa conjuntura segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.

Ademais, é fundamental apontar a falta de senso da sociedade como impulsionadora desses problemas. Diante de tal exposto, é notório que a população continua seguindo e acobertando criadores de conteúdo que propagam informações falsas em suas redes sociais. Conforme uma matéria do site G1, mais de 150 milhões de brasileiros já foram vítimas de fraudes por conta de propagandas enganosas divulgadas por criadores de conteúdo na internet. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses desafios. Para isso é imprescindível que o governo, por intermédio do Ministério Público, crie um programa virtual para filtrar os conteúdos postados por influenciadores, a fim de acabar com a divulgação de publicidades ilusórias . Assim, se consolidará uma sociedade melhor, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.