Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 09/09/2022

Jean Jackson Rousseau, filósofo iluministas afirmou que, o progresso de uma sociedade está diretamente ligada a autonomia social dos cidadãos que a compõe. De maneira análoga a isso, podemos observar, influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo. Nesse prisma, destacam-se dois temas importantes importantes: a automedicação e o desejo de consumo.

Em primeira análise, evidencia-se a ausência de medidas governamentais na fiscalização da automedicação . Sob essa ótica, a constituição de 1988 assegura direitos sociais como saúde, educação e consumo, sendo assim, o problema em questão é quando o influenciador divulga uma dieta ou medicamento sem embasamento médico, onde o mesmo também não exerce tal função . Dessa forma, estimulam o uso de fármacos sem prescrição, podendo gerar um dano indesejado no consumidor, ademais, pode gerar uma comparação quando o “tratamento” não dá certo para ele.

Além disso, é notório o desejo de consumo como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de Salidêz nas relações sociais, políticas e econômicas é característica dá “modernidade líquida” vivida no século XIX. Consoante a isso, quando surge uma nova tendência ou produto, os influenciados tendem a adquiri-lo, pois o desejo de consumo e de “inclusão” é maior do que a necessidade.

Depreende-se, portanto, adoção de medidas que venham amenizar os influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo. Dessa maneira, cabe ao código de direito do consumidor, impedir publicidades enganosas, por meio de fiscalização sobre o que é produzido nas redes sociais, sobretudo, no campo da automedicação, assim de gerar um responsabilidade civil por meio do influenciador. Sendo assim, se consolidará uma sociedade onde o estado desempenha corretamente seu papel assim como afirma, Jean Jackson Rousseau.