Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 05/02/2023

A série da Netflix “Girlboss” narra a história de Sophia Amoruso, um dos nomes mais respeitados da moda, que começa sua trajetória vendendo roupas antigas em um site da internet utilizando o marketing digital. Decerto, fora da ficção, há vários exemplos semelhantes de influenciadores digitais que vendem diversos produtos e serviços pelas redes sociais. Esses profissionais são capazes de influenciar muitas pessoas devido à persuasão da mídia e o desconhecimento sobre educação financeira por muitos indivíduos, o que pode acarretar impactos negativos sobre decisões de consumo no Brasil.

Evidentemente, a mídia tem grande controle sobre a sociedade atual. Esse fenômeno é causado pela cultura de massa que tem como uma de suas características a alienação dos cidadãos. Ao tornar um produto sinônimo de prazer e felicidade, é proporcionada certa “fuga da realidade” que, segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, é responsável pela alienação e pacificação das pessoas em relação à exploração capitalista a que são submetidas. Por consequência, um seguidor que deseja ter a mesma vida de seu ídolo digital recorre ao consumo com a esperança de adquirir a mesma rotina de seu influenciador.

Ademais, a falta de instrução nas escolas sobre educação financeira faz com que muitas crianças e adolescentes amadureçam sem conhecer sobre finanças, como controlar os seus gastos e não se endividarem. Os jovens em contato com as mídias sociais e vendo divulgações de produtos de seus “influencers” preferidos, compram e adquirem impulsivamente os artigos. Isso gera endividamento na sociedade brasileira e com isso uma crise econômica.

Portanto, detecta-se na sociedade brasileira a necessidade de orientação para toda a população resguardar-se da influência causada pelos influenciadores digitais. Assim sendo, é dever do Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Comunicação realizar campanhas nas escolas e mídias sociais que informem a população sobre a importância da individualidade e orientações sobre controle de gastos financeiros. Dessa forma, o público brasileiro terá liberdade, conhecimento e controle sobre suas reais necessidades.