Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 03/09/2022
‘‘A primeira condição para alterar a realidade é reconhecê-la’’, a frase dita pelo escritor uruguaio Eduardo Galeano entra em acordo com a contemporaneidade no quesito retirar da invisibilidade os impactos negativos que os influenciadores digitais podem causar. De maneira análoga a isso, os entraves relacionado nas decisões de consumo da população crescem no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: influência midiática e impassibilidade dos indivíduos.
Cabe mencionar, em primeiro plano, a influência midiática sob a perspectiva de Pierre Bordieu, para o sociólogo francês os mecanismos democráticos não devem ser convertidos em ferramentas opressoras. Observa-se, todavia, que os meios de comunicação, a exemplo das redes sociais, revelam um face opressora ao privilegiar a influência de pessoas que não comprovam uma certificação e conhecimento do que repassam em detrimento de cidadãos qualificados com dominância no respectivo assunto. Por conseguinte, parte expressiva dos usuários destas redes tende a seguir fielmente uma opinião baseada no número de seguidores de uma pessoa sem pensar conscientemente. Logo, é necessário que a mídia faça valer o seu poder influenciador com vistas ao bem-estar social.
Ademais, é notória a impassibilidade dos indivíduos como agravante no revés. Acerca disso, o ‘‘imperativo categórico’’, conceito trabalhado pelo filósofo prussiano Kant, afirma que os indivíduos devem agir com base em ações que gostariam de ver aplicadas como uma lei universal. No entanto, parte expressiva do tecido civil, em vez de seguirem e levarem em conta a opinião de pessoas com formações e opiniões embasadas em parâmetros definidos, age com indiferença e descaso. Isso promove, pois, uma nefasta conjuntura de pessoas induzindo outras a consumir sem ter autoridade para tal, levando a sociedade a ignorância.
Portanto, é evidente a necessidade de medidas que reduzam os impactos negativos das opiniões dos influenciadores digitais. Por conseguinte, cabe as redes sociais, mediante postagens, propagar informações a respeito da validade de certas opiniões induzindo e sugerindo perfis com validade comprovada sobre suas teses, a fim de alertar a população sobre os malefícios do consumo baseado em posições sem fundamentos. Somente assim, a realidade será alterada.