Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 12/09/2022
A história da internet tem seu inicio em meados do séculos XX junto a Guerra Fria onde Estados Unidos e União Soviética dividia o mundo em dois, evento chamado de mundo bipolar. De maneira analoga a isso, influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o alto patrocínio por trás dos influencers e a falsa realização pessoal transmitida.
Em primeira análise, evidencia-se o alto patrocínio por trás dos influencers. Sob essa ótica, de acordo com uma pesquisa da Influencer Marketing Hub realizada em 2022, o investimento em marketing de influência cresceu 711% de 2016 para 2021, tendo saltado de de US$ 1,7 bilhão para US$ 13,8 bilhões no respectivo período, no qual é estimado entre 2021 e 2022 um aumento de 18,8%. Dessa forma, o investimento nessa vertente de marketing vem aumentando estratosfericamente, na qual muitas vezes o produto exposto é de uma qualidade mediocre, contestavel e que em alguns casos sem nenhuma eficácia.
Além disso, é notório a falsa realização pessoal transmitida com conceitos de vida perfeita, realizada advinda da fama e do consumismo. Desse modo, fala Içami Tiba, que foi um professor, psiquiatra e médico brasileiro, “E o grande drama é que o consumista nunca é feliz, pois desvaloriza o que tem para sofrer com o que ainda não tem”. Consoante a isso, a falsa felicidade e realização pessoal advinda de bens materiais ou fama, em que é transparecida pelo meio influencer, onde idealizam vidas que são embasadas nesses ideais.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham investir em informação sobre as repercussões de influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo. Dessa maneira, cabe Poder Público, fazer salientações e orientações sobre o consumismo, afim de salientar sobre os males que cercam o ato consumista exacerbado.