Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 10/09/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do domínio dos influenciadores digitais sobre o consumo. Nesse sentido, essa influência tem como causa a falta de conhecimento e encontra espaço na má influência midiática.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de conhecimento é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a influência dessas figuras prestigiadas nas redes sociais, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação dessa barreira.

Além disso, cabe ressaltar que a má influência midiática é um forte impecilho para a resolução desse contratempo. Para Rupi Kaur, “A representatividade é vital”. A poetiza ilustra sua tese fazendo a alusão à uma borboleta que tenta ser mariposa por estar rodeada delas. Fora da poesia, verifica-se que a questão do impacto dos influenciadores digitais no consumo é fortemente impactada pela lacuna de representatividade presente no problema, que não está sendo fortemente encarada pelas autoridades, sejam governamentais, sejam midiáticas. Dessa forma, o tema não recebe a atenção devida, o que acaba por dificultar a atuação sobre ele.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução desse impecilho. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre o domínio dos influenciadores digitais nas decisões de consumo. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Assim isso poderá permanecer no passado brasileiro.