Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 14/09/2022
Na obra “O grito”, do artista Edward Munch, é retratado um ser que expressa extremo pânico perante o desconhecido. Entretanto, essa representação vai de encontro à ausência de estranhamento social diante dos impactos dos influenciadores digitais nas decisões de consumo da população, visto que são incentivados ao consumismo. Nesse contexto, observa-se um problema de contornos específicos, como a má influência midiática e a falta de debates sobre o tema.
A princípio, deve-se pontuar a má influência da mídia presente na questão. De acordo com Pierre Bordieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser transformado em mecanismo de opressão. Sob essa ótica, observa-se que a realidade brasileira contraria o ponto de vista do sociólogo, uma vez que as redes sociais ao invés estimular o interesse dos internautas em temas relevantes, como o racismo, é utilizado para influenciar nas decisões de consumo e,consequentemente, estimular o consumismo. Assim, evidencia-se a necessidade de incitar uma mudança no ambiente virtual.
Outrossim, a falta de debates é outro impasse para a resolução da problemática. Segundo o filósofo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Nessa lógica, para que os influenciadores digitais tenham menos influência sobre as decisões de consumo da sociedade, faz-se necessário debates sobre. No entanto, observa-se, uma lacuna de comerciais que conscientize a sociedade sobre a educação financeira e as consequências do consumismo exarcebado. Dessa forma, sem um diálogo sério sobre o assunto, sua resolução é impedida.
Portanto, tais entraves devem ser solucionados. É fundamental que a mídia, órgão responsável por informar à população, conscientize os brasileiros sobre as consequências do consumo excessivo, por meio de comerciais informativos nas emissoras de televisão e nas redes socias, a fim de reduzir o consumismo incentivado pelos influenciadores digitais. Dessa forma, espera-se promover a construção de um Brasil menos materialista.