Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 17/09/2022
Em um dos episódios da série da Netflix “Black Mirror”, a sociedade é moldada por meio das redes sociais, onde o círculo social e qualidade de vida depende unicamente da quantidade de curtida e seguidores em aplicativos. O acontecimento dito pode ser usado de exemplo para o que acontece na sociedade atual, com o grande vício nas tecnologias e sua influência no cotidiano. Dentre tantos fatores relevantes para o agravamento da situação, destacam-se a superexposição virtual e os influenciadores digitais.
Primeiramente, é importante citar a dependência pelas redes sociais presente nos cidadãos. Atualmente, é comum ver jovens utilizando aplicativos para a superexposição virtual, que ocorre com maior frequência desde a popularização de redes de comunicação social, à título de exemplo o TikTok. A popularização desses meios influenciam a comunicação com desconhecidos e a divulgação de informações pessoais, podendo agravar não apenas o vício nas midias, mas também o aumento de golpes. De acordo com o IBGE, mais de 65% dos brasileiros se relaciona ou já se relacionou virtualmente.
Ademais, o avanço tecnológico trouxe a criação da profissão “influencer”, que tem como intuito influenciar pessoas com a divulgação de dados na internet. Dessa forma, o mercado moldou inconscientemente o pensamento dos cidadãos, utilizando essa nova profissão na divulgação de seus produtos. Atualmente, a influencia desses perfis e a divulgação de produtos é um fator agravante do padrão de beleza e da insegurança dos jovens, pela divulgação de produtos para atingir uma forma física dita ideal. O cirurgião plástico Alan Landecker, afirma que as redes sociais estão formando padrões irreais de estética, de modo que as pessoas se comparem e fiquem mal por isso.
Portanto, visando mitigar os entraves da problemática, algumas medidas são necessárias. Primeiramente, cabe ao MEC investir na educação em informática nas escolas, por meio de aulas sobre o uso consciente da tecnologia e da informação, com vista em induzir o pensamento crítico desde a infância.Por fim, cabe ao Ministério da Saúde criar campanhas de conscientização à saúde mental no Brasil, sobre a importância da terapia, para diminuir os impactos da influência estética.