Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 17/09/2022

É evidente que os influenciadores digitais impactam de forma negativa o consumo da sociedade brasileira e impedem que seja vivido o que é retratado no livro Utopia, de Thomas More: um corpo social padronizado pela ausência de conflitos e problemas. Com isso, é preciso refletir sobre ausência de percepção de possíveis golpes aplicados, além da falta de assistência governamental para lidar com a questão.

Deve-se ressaltar a ingenuidade de parte da população brasileira na interpretação de informações, o que facilita golpes na internet.

Influenciadores argumentam e interferem na compra de produtos que não são usados por essas personalidades. Assim, há um grande desinteresse da população em debater sobre o assunto, já que aqueles que sofrem golpes se silenciam pela vergonha de serem enganados, o que gera ainda mais crimes como esse.

Não se pode esquecer também que a negligência do Governo, que se posiciona de forma omissa com relação ao problema. Durante a Era Vargas, a DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era o órgão responsável por transmitir notícias favoráveis ao Governo, de modo a censurar as críticas. Assim, a população era privada de saber de todas as informações, uma vez que era manipulada. Atualmente, há a liberdade de expressão tanto nos meios de comunicação quanto nas redes sociais, mas os órgãos governamentais não monitoram as informações a fim de conscientizar a população sobre mentiras falsas e propagandas enganosas.

Logo, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da Educação por meio de uma parceria público-privada com as mídias deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem explícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo. Esses anúncios devem ser feitos durante intervalos comerciais de modo a conscientizar a população brasileira e provocar a reflexão sobre seus comportamentos, principalmente na internet. É fundamental também que o MEC ofereça programas de educação digital nas escolas para orientar os alunos a respeito do assunto. Dessa maneira, o Brasil chegará mais perto do padrão descrito por Thomas More em Utopia.