Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 18/09/2022
Em um dos episódios de Black Mirror, série que apresenta cenários que refletem o lado obscuro da tecnologia, é apresentado uma realidade cuja a vida de uma pessoa é moldada por curtidas nas rede sociais, e os mais populares decidem por meio do status, o que alguém deve comprar e como deve agir. Hodiernamente, tal ficção não se distância do cenário global, onde aqueles com mais seguidores, por meio das redes sociais, exibem novos produtos com o intuito da compra do lado do seguidor. Diante disso, é preciso debater os problemas psicológicos causados naqueles que não conseguem adiquirir o produto apresentado.
Primeiramente, é inegável que uma pessoa, quando bem vista por uma sociedade, tem a propensão de influênciar aqueles que lhe deram o status. Segundo Mahatma Gandh, “Temos que nos tornar a mudança que queremos ver”, ou seja, se um “influêncer” quer que alguém compre um produto, seja ele qual for, basta ele fazer aquilo a realidade dele, algo que ele adora e depende para viver. Por meio disso, as pessoas acabam tornando o produto algo para ser alcançado, que vai deixar a vida dela semelhante da pessoa que ela almeja.
Naturalmente, quando um seguidor é exposto a um produto, e o mesmo é incapaz de adquiri-lo, devido há problemas ou necessidades pessoais, esse indivíduo se coloca como um erro, um ninguém por não conseguir adquirir aquele produto, um alguém que jamais será iguala pessoa que ele almeja. Diante desse contexto, cabe a retomada do episódio descrito anteriormente, onde no decorrer da história a personagem se coloca como incapaz de seguir os padrões impostos, chegando a sanidade e acabar perdendo tudo que tinha para seguir o padrão.
Com intuito de conscientizar a população que, o produto não deve ser posto como uma necessidade, cabe as escolas de ensino básico, por meio de feiras e palestras com os alunos e a mídia através de vídeos, fotos e campanhas mais condizentes com a realidade, mostrar para todos que o mostrado não é algo de extrema necessidade, mas sim, um produto com a finalidade de compra e que, não se deve morrer por aquilo. E aqueles já prejudicados, cabe as famílias as orientar para especialistas de saúde mental, para que um problema maior não se agrave.