Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 26/09/2022

O big brother Brasil, programa brasileiro que ocupa um dos maiores números de espectadores na globo, vinha em queda por diversos anos consecutivos. Até que, em 2020, a programadora mesclou o quadro com influenciados digitais onde a ação catapultou resultado, com nova audiência e maior público. Com isso, tem- se a base do tamanho, peso e poder que um influenciador digital tem sobre as decisões do consumo do povo. Devemos destacar que tal importância surge perante dois principais fatores a ideia de que fazer marketing seja um trabalho simples e com bom retorno financeiro e a facilidade com que conseguem a confiança de quem acompanha a vida do influencer pelas redes sociais.

Diante esse cenário, deve-se ressaltar a imagem que passam ao público sobre o trabalho com a Internet. Ao abrir o YouTube, o aplicativo mais popular do mundo com mais de 10 bilhões de downloads, aparece de 1 a 2 propagandas. Dentre as mesmas, a maioria são de empreendedores amostrando luxos que dizem obter através do marketing, com pouco tempo de experiência e via online. Assim, iludindo o observante a comprar cursos sobre o assunto e em tese obter lucro árduo de forma simples.

Acrescenta-se também, a facilidade de ganhar a confiança de quem assiste o digital, que na maioria das vezes usam a política “gente como a gente” para retratar nas redes a vida cotidiana, com o aspecto humilde e simples. Como por exemplo, a participante da edição 2020 do “BBB” Juliette Freire, que conquistou público em menos de 3 meses, por aos olhos dos brasileiros, ter como principal característica a humildade e honestidade. Com isso, após o programa, a nova influenciadora faz propaganda para empresas, faturando bilhões para ela mesma e as empresas q obteram a parceria dela.

Concluindo-se que a propaganda enganosa e fácil manipulação ao público são fatores que dificultam a resolução da problemática, cabe ao governo promover campanhas, por meio de debates públicos, com intuito de amenizar a forte influência causada pela rede social para concluir uma decisão de consumo pessoal -como por exemplo o voto eleitoral-. Desse modo, espera-se uma sociedade mais astuta perante as suas escolhas particulares de vida