Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 19/09/2022
É evidente que os influenciadores digitais impactam de forma negativa o consumo da sociedade brasileira e impedem que seja vivido o que é retratado no livro Utopia, de Thomas More: um corpo social padronizado pela ausência de conflitos e problemas. Com isso, é preciso refletir sobre ausência de percepção de possíveis golpes aplicados, além da falta de assistência governamental para lidar com a questão. Por isso, é preciso que os tupiniquins estejam a esse problema.
Deve-se ressaltar a ingenuidade de parte da população brasileira na interpretação de informações, o que facilita golpes na internet. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler possuía um discurso poderoso que ressaltava a raça ariana; com linguagem incisiva ele arrastou multidões em favor do nazismo, mas os alemães que não imaginavam as atrocidades que eram realizadas. Essa mesma atitude pode se repetir hoje, já que influenciadores argumentam e interferem na compra de produtos que não são usados por essas personalidades. Assim, há um grande desinteresse da população em debater sobre o assunto, já que aqueles que sofrem golpes se silenciam pela vergonha de serem enganados, o que gera ainda mais crimes como esse.
Não se pode esquecer também que a negligência do Governo, que se posiciona de forma omissa com relação ao problema. Durante a Era Vargas, a DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era o órgão responsável por transmitir notícias favoráveis ao Governo, de modo a censurar as críticas. Assim, a população era privada de saber de todas as informações, uma vez que era manipulada. Atualmente, há a liberdade de expressão tanto nos meios de comunicação quanto nas redes sociais, mas os órgãos governamentais não monitoram as informações a fim de conscientizar a população sobre mentiras falsas e propagandas enganosas.
Logo, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. O ministério da educação deve promover propagandas durante os intervalos comerciais que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem explícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo.