Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 25/09/2022
Desde a Antiguidade Clássica, Aristóteles dizia que o caráter é resultante da conduta. Apesar da frase dita há mais de 20 séculos, tal afirmação é debatida no cotidiano quando se fala da interferência na escolha de consumir um produto, muitas vezes influenciadas por famosos nas redes sociais. Nessa perspectiva, destacam-se dois aspectos importantes: o descaso governamental e o forte impacto tecnológico.
Em primeiro lugar, evidencia-se que a atual gestão governamental não padece em manter a cultura do país. Sendo assim, a Constituição Federal de 1988 em seu artigo 215, diz que o Estado deve garantir a todos os indivíduos o direito a cultura nacional, incentivando-a. Tal máxima, todavia, não condiz com a realidade brasileira, uma vez que, em uma pesquisa do G1, no ano de 2018, o mercado de divulgação de marcas no Instagram chegou à marca de dois bilhões de reais, em sua maioria, marcas do exterior, como Nike, Adidas e Puma, se destacam perante os logotipos brasileiros. Logo, se a invisibilidade da cultura do Brasil se mantiver, os direitos firmados em 1988 permanecerão como privilégios.
Além disso, é notório destacar que a mídia é a principal responsável na manipulação do comportamento das pessoas. De maneira análoga a isso, a série britânica, Black Mirror, retrata a influência de tecnologias avançadas e abusivas tomam sobre a vida das pessoas. Nesse sentido, a propaganda exposta é um elo de divulgação, dos youtubers, para mostrar um produto, e muita das vezes alienando seus seguidores a comprá-lo. Dessa forma, enquanto a tecnologia estiver iludindo seus usuários, a contemporaneidade será obrigada a conviver na disseminação de ideias.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir a influências na hora de comprar um produto. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Cidadania, órgão federal brasileiro, fazer o devido combate à inércia do governo, por meio de programas e ações de desenvolvimento social, a fim de manter o equilíbrio comportamental do corpo social. Somente assim, o Brasil será uma nação livre, justa e solidária.