Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 20/09/2022

Conhecida como “Cidadā”, por ser concebida no processo de redemocratização, a Constituição da República Federativa do Brasil foi promulgada em 1988, com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a influência do âmbito tecnológico no consumismo se configura como uma falha no princípio da isonomia. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da base educacional lacunar e da falta de mobilização social.

Nesse cenário, é importante ressaltar que o consumismo exacerbado permanece em razão da base educacional lacunar. Análogo a isso, segundo Aristóteles, a educação é a direção essencial para a formação da vida pública. No que tange o consumo excessivo provocado pelo âmbito tecnológico, já que o educandário não atua em função de retroceder o dispêndio exorbitante, por conta da influência midiática, pois não oferece às classes escolares materiais que ajam na resposta da questão. Dessa forma, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente os seus discentes, o entrave do consumo exacerbado perdurará sobre o país

Cabe destacar, ainda, que a falta de mobilização do corpo civil também contribuiu negativamente para a procedência do consumo exagerado proporcionado pelas mídias sociais. Consoante a Habermas, em seu conceito de “Ação comunicativa”, afirma a importância de disseminar informações sobre assuntos pouco debatidos, com a intenção de torná-los mais visíveis. No entanto, nota-se no Brasil, que o uso das redes sociais como ferramenta para propagação do consumismo rompe com as defesas do sociólogo, uma vez que a precariedade da comunicação sobre a temática provoca a permanência do problema. Desse modo, fica evidente a influência negativa da omissão coletiva, sendo imprescindível combatê-la.

Logo, para que a adversidade seja minimizada, é necessária a intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, é indispensável que o Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, introduza novos métodos eficazes de ensino, por meio de cursos para professores sobre como abordar conflitos sociais em sala de aula. Por fim, o objetivo da proposta é encontrar diversas soluções em conjunto com os alunos.