Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 25/09/2022

De acordo com o filósofo Theodoro Adorno, a industria cultural contribui para perpetuar a ideia de que a felicidade pode ser conquistada através do consumo de bens e serviços. De maneira análoga, percebe-se que há consequências negativas na persuasão dos influenciadores digitais na decisão de consumo da sociedade nas mídias sociais. Nesse sentido, faz-se necessário analisar essa problemática não só pelta falta de diretizes ética, como também o consumismo exagerado.

Sob esse viés, é importante refleltir como não haver princípios morais no mundo digital repercute na divulgação de um determinado produto. Isso porque influenciadores digitais disseminam informações acerca de um serviço pago pelas publicidades sem antes buscar a sua veracidade, coagindo os seus consumidores a caírem em fraudes. De acordo com matéria do G1, durante a pandemia da COVID-19, em 2021, os golpes digitais aumentaram em 175%. Dessa forma, esses profissionais negligenciam os princípios impostos pelo Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária acerca da autenticidade da mercadoria anunciada, sendo necessário a imposição de normas mais efetivas pelo Estado.

Outrossim, a necessidade de obter novas aquisições é um problema impactado pelos influenciadores digitais. A razão disso dá-se pelas empresas que buscam, através dos ‘‘influencers’’, formas estratégicas para induzirem o consumidor a consumir de forma exarcebada que pode gerar consequências, como a poluição do meio ambiente. De acordo com a pesquisa do Instituto Qualibest, 49% dos entrevistados afirmam que já consumiram um produto ou serviço por ter sido influenciado digitalmente. Nesse contexto, é fundamental promover um consumismo mais consciente baseado nos valores morais e não efêmeros, a fim de diminuir os impactos ambientais.

Portanto, faz-se necessário que o Estado, juntamente com o Conar, efetive uma legislação específica acerca da relação de consumo, buscando a efetuação do controle das publicações de forma ilícita e a estimulação da sustentabilidade na aquisição de produtos, e assim, garantir a segurança dos consumidores mediante a fraudes, bem como a preservação do ecossistema.