Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 09/10/2022
Ao afirmar a transitoriedade do tempo, em sua célebre canção “O Tempo Não Para”, o compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a influência do consumismo sobre a sociedade não é mais um problema exclusivamente atual, uma vez que acontece desde meados de 2009, segundo os blogs de notícias. Desse modo, na hodiernidade, as dificuldades persistem, seja pela sociedade compulsiva, seja pela falta de procedência dos trabalhos influenciados.
Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a compulsão de gastos realizados pela sociedade está entre as principais causas dos impasses para diminuir tamanha influência. Nessa óptica, é relevante citar como exemplo a influenciadora Jade Picon, que possui mais de 20 milhões de seguidores no instagram, e usa como método principal de trabalho as publicidades, na qual obtém sucesso e encoraja seus milhares de fãs a confiarem no que ela divulga e assim instiga-os a comprar tal produto. Dessa forma, podemos relacionar que a sociedade fia-se inteiramente no que vêem virtualmente e sempre estão em busca de mais consumo, mesmo quando não há necessidade, promovendo um ato desnecessário.
Além disso, um fato recorrente e comum no meio dos influenciadores sociais é não aprofundarem a veracidade de tal publicidade que irão fazer, e deixando-se levar pelo valor que será recebido, que muitas vezes é grandioso. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso de Confúcio, na qual ele conceitua que “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”, fazendo relação com que o compromisso com o público deve superar qualquer valor pago, assim tendo responsabilidade afetiva e confiança dos seguidores, e não agindo de má fé.
Fica evidente, portanto, que tais ações expostas dificultam o livre arbítrio de escolha de compras da população, e logo são necessárias mudanças. Para isso, cabe a mídia, grande difusora de informação, juntamente com as marcas minizarem os marketings extremamente apelativos, tendo em vista que pode recorrer a sérios problemas financeiros a quem segue as indicações e acabam sendo manipulados, e promoverem alertas sobre os perigos de se tornar consumista e adquirir produtos apenas por famosos também terem.