Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 04/11/2022

A “Teologia do traste”, vista no exemplar de Manoel De Barros, valoriza as causas esquecidas e ignorada pela sociedade. Fora da obra, ao observar os influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo, nota-se que esse ideal não é efetivado, o que potencializa a permanÊncia dessa realidade. Nesse viés, a fim de atenuar os males dessa problemática é necessário analisar a negligência estatal e, consequentemente a carência de políticas públicas.

De início, é notório que a negligência estatal está atrelada a persistência do tema em questão, na medida em que o consumismo exacerbado é benéfico para o sistema capitalista brasileiro e por essa razão, não há interesse do Estado em se combater esse problema. Sob esse prisma, conforme o conceito de “mortificação do eu” do sociólogo Erving Goffman, é possível entender o que acontece no corpo social que induz o individuo a ter um comportamento alienado. Tal preceito, afirma que, por influência de fatores coercitivos, o indivíduo perde seu pensamento individual e se junta a uma massa coletiva. Desse modo, dentro do contexto do tema em abordagem, o indivíduo é induzido a estereotipar essa realidade, como algo frequente e normal e assim realizar a compra frequente de produtos.

Por conseguinte, percebe-se uma carência de políticas públicas, visto que como verificado no parágrafo anterior, a negligência ocorre devido a falta de ações de combate para mitigar esse quadro caótico. Nesse sentido, a “Atitude Blasé” -termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel- o sujeito passa a agir com indiferença em meio a situações que ele deveria dar atenção, pois não percebe que está sendo manipulado pelo Estado e pelos influenciadores. Nesse racíocínio, entende-se que ao analisar o determinismo e o tema em questão, o ser humano inclina-se a tomar essa “atitude”, tornando-se inerte e passivo com o problema.

Depreende-se, portanto, que o tema em destaque seja combatido. Destarte, o Governo Federal, responsável por políticas nacionais e abrangentes dever, por meio de subsídios, como por exemplo financeiros, deve realizar a fiscalização de publicidades midiáticas, além de estabelecer quantidade máxima e mínima de publicidades,com a finalidade diminuir os impactos do influenciadores na sociedade. Feito isso, felimente, a “Teologia"de Manoel de Barros, será alcançada.