Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 10/11/2022

Influenciador digital é o profissional da internet que consegue instigar pessoas, fazendo com que os chamados “influenciados”, indivíduos que os seguem em suas redes sociais, acompanhem suas indicações, seja para a aquisição de produtos ou de serviços. Nesse contexto, seu papel é que criar conexão com o público, causando engajamento e criando tendências. Assim, suas escolhas têm poder nos padrões de consumo na sociedade brasileira hodiernamente. Por isso, cabe analisar as gêneses e os impactos dessa sistemática mercadológica.

Com efeito, o episódio “Nosedive” da série “Black Mirror” retrata uma sociedade distópica, em que o grau de confiança depende do status conseguido em redes sociais. Fora da ficção, pode-se associar essa conjuntura aos influenciadores digitais nos modelos de consumo brasilense. Por sua vez, segundo a Fundação Getúlio Vargas, mais de trinta por cento dos consumidores já tomaram decisões após a audiência de posts patrocinados. Esse cenário teve início com anúncios feitos por celebridades em plataformas tradicionais, como a TV. Portanto, ao exibir uma vida glamurosa nas redes sociais, criou-se um espaço para outras modalidades de propaganda e, com isso, diminuiu-se os controles desses canais.

Ademais, no documentário “Desserviço ao Consumidor” da Netflix são expostos os perigos das propagandas enganosas sobre produtos populares, que visam apenas o lucro. Acerca disso, consoante ao Instituto Morning Consulting, são treze milhões de posts patrocinados, que geram dois bilhões de dólares anuais. Nesse sentido, por haver um engajamento com seus seguidores, influenciadores digitais estimulam, muitas vezes, o consumismo irresponsável, tal como o uso de cigarros eletrônicos, visto que esse produto não tem uma regulamentação específica, tampouco há estudos científicos sobre suas consequências danosas. Logo, é mister avaliar os efeitos dos influenciadores digitais sobre as referências no consumo.

Destarte, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor deve crias ações esclarecedoras em plataformas digitais, tais como Youtube e Tiktok, por meio de filmes informativos sobre o poder dos influenciadores digitais sobre os padrões de consumo. Por fim, essa dinâmica tem a finalidade de mitigar os abusos dessa tendência e as sequelas do lucro inconsequente, além de evitar distopias.