Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 08/11/2022

Os filosófos da escola de Frankfurt retratam a “Indústria Cultural” em que há difusão de um cultura de massa com finalidade econômica. Semelhante a isso, destaca-se, no Brasil atual, os influenciadores digitais que por meio da sua influência criam uma cultura de consumo. Dessa forma, os influenciadores expõem uma “vida perfeita” e a relacionam com a compra de produtos, gerando gasto exagerado de seus seguidores.

Nesse viés, vale ressaltar que, em geral, os influenciadores mostram exeperiências agrádaveis relacionadas a determinado produto. Acerca disso, o sociólogo Émile Durkheim enuncia a ideia que a sociedade é coercetiva sobre o indíviduo, o social se impondo sobre o individual. Desse modo, é perceptível a coerção exercida pelos influenciadores digitais com grande visibilidade, fazendo com que aqueles que não sigam seu padrão de consumo se sintam excluídos e inferiores. Dessa forma, é crucial conscientizar a sociedade sobre a ilusão criada na meio virtual.

Outrossim, vale ressaltar que o influenciadores digitais são um dos responsáveis pelo consumo exagerado, gerando endividamento. Em vista disso, de acordo com o SPC Brasil 4 em cada 10 brasileiro estão endividados em 2022. Sob está ótica, percebe-se que nem todos os seguidores dos “digital influencers” são capazes de acompanhar as suas compras incessantes . Logo, a percepção de não poder acompanhar financeiramente ocasiona frustação, necessitando de medidas educacionais de controle financeiro.

Fica evidente, portanto, que os influenciadores digitais moldam o consumo de seus seguidores. Então, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pela elaboração e execução de políticas públicas de educação - desenvolver medidas educacionais que visem à conscientização de consumo; por intermédio de palestras nos centros de ensino. Com isso, a sociedade brasileira se tornará mais consciente e terá menor descontrole financeiro, tornando menor a influência “Indústria Cultural” dos “digital influencers” sobre os padrões de consumo.