Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 18/04/2023

O livro fictício “Jobless Reincarnation” retrata, em um de seus arcos, o trágico da personagem Ghislaine, que, por ser persuadida pelos mercadores na época medieval, perdeu todo seu patrimônio e quase morreu de fome. Fora da ficção, essa realidade pode ser comparada com a situação vivida por muitos brasileiros influenciados por autoridades virtuais. Nesse sentido, vale analisar esse contexto em conjuntura com seus desdobramentos principais: a propagação de uma relação inumana com o público e as consequências individuais nas vítimas.

Com base nisso, é válido analisar que o desejo pela maximização do lucro por parte das figuras nos sítios virtuais causa uma ótica de exploração. Nesse sentido, torna-se relevante a obra “previsivelmente irracional” de Dan Ariely, que explicita o efeito do ganho monetário no comportamento das pessoas. Essas ações, inicialmente buscando apenas uma renda secundária, extremizam-se com uma lógica subconsciente de tratar o público como mercadoria. Assim, é importante salientar que, embora a ótica de publicidade não seja intrinsecamente negativa, ainda sim é necessário normalizar discussões a respeito do tema.

Ademais, a problemática afeta também os indivíduos persuadidos, gerando-os possíveis adversidades econômicas. Sobre isso, o autor Solomon Asch introduz a ideia de conformidade, em que indivíduos, querendo se adequar ao padrão instituído pela sociedade, alteram a própria linha comportamental. Exemplo disso é a Apple que, segundo a Forbes, é a empresa com maior capital, com seu progenitor, Steve Jobs, atribuindo o sucesso ao poder propagativo dessa. Essa temática se relaciona ao tema à medida que há uma coerção social dos influenciadores digitais nos jovens, implicando decisões premeditadas.

Logo, vale analisar medidas que visem atenuar o problema discutido no texto. O Ministério da Educação deve, por meio de palestras e uma reestruturação das disciplinas escolares, demonstrar ao público juvenil os perigos de uma decisão baseada somente no fator capital e a importância do pensamento empático. Detalhando, essas aulas devem abordar temas como a responsabilidade intrínseca das figuras virtuais. Com isso, jovens irão começar a notar padrões comportamentais danosos e evitá-los.