Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 25/05/2023

O século XXI é marcado pela ampla utilização das mídias sociais na sociedade, haja vista que estas possibilitaram a maior integração entre as pessoas e assumiram papéis como meios de entretenimento e marketing de produtos, ideias e serviços. Nesse cenário, destacam-se os chamados influenciadores digitais, figuras públicas que produzem conteúdo na internet e valem-se de sua popularidade para, em conjunto com diferentes empresas, manipular as decisões de consumo dos indivíduos. Tal intervenção pode levar os usuários ao consumismo, uma vez que são bombardeados por propagandas e atrativos que os impelem a adquirir o que está sendo ofertado.

Em primeira análise, é notável a participação dos criadores de conteúdo digital nas aquisições das pessoas. A título de exemplo, tem-se o caso da blogueira Virgínia Fonseca, a qual alavancou a imagem de sua empresa, recém criada, a partir de uma live no Instagram, que reuniu inúmeros dos seus seguidores e garantiu o sucesso das vendas. Assim, torna-se evidente a importância dessas figuras no comércio nacional.

Em contrapartida, tal interferência se torna prejudicial quando os interesses pessoais dos influenciadores se sobrepõem à realidade dos consumidores, omitindo qualidade e procedência dos produtos, entre outros. Como exemplo, ainda é possível citar a empresa WePink, criada por Virgínia Fonseca, a qual foi duramente criticada, por outros influenciadores, ao lançar um produto de maquiagem que não entregava o que era prometido. Logo, fica clara a capacidade das mídias sociais tanto em promover quanto em denegrir a reputação de uma pessoa ou instituição.

Portanto, cabe ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, juntamente com os próprios consumidores, analisar e julgar as publicidades disseminadas nas redes sociais, quanto à verossimilhança e quanto ao caráter, principalmente. Tal ação deve ser feita por meio de comunidades dentro das mídias que investiguem e controlem a frequência de tais propagandas, além de iniciativas que testem os produtos e serviços ofertados, a fim de garantir que os consumidores não sejam prejudicados.