Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 25/05/2023

Influenciadores digitais são pessoas que, por meio da produção de conteúdo em mídias, atraem uma quantidade massiva de seguidores, obtendo o poder de influenciar nas decisões de compra. Segundo um estudo realizado pela Spark, 76% dos consumidores já compraram algum produto devido a alguma recomendação feita por um influenciador digital. Logo, o poder de persuasão dos “influencers”, trouxe malefícios na vida dos indivíduos, que estão cada vez mais consumistas.

Em primeira análise, a maneira subconsciente que o mercado encontrou de moldar os pensamentos e atitudes das pessoas sem que tenham consciência disso, perpetua-se através do “poder” que os influenciadores digitais possuem, visto que a alienação midiática têm sido um dos principais objetivos dessas firmas. Um exemplo da atualidade, seria a influenciadora digital Virginia Fonseca, no qual ao lançar uma base facial da própria marca, ganhou uma repercussão inesperada, em que os consumidores só falavam do produto e estavam adquirindo-o apenas pelo marketing gerado de forma estratégica. Desse modo, o mercado vem alcançando cada vez mais o objetivo de alienação e estimulando o consumo exacerbado de mercadorias.

Por conseguinte, um dos principais malefícios gerados pelo crédito que esses influenciadores digitais têm, é o consumismo, que traz para a vida do comprador uma série de riscos, como endividamentos e até mesmo à falência. De acordo com dados fornecidos pela CNN Brasil, o endividamento das famílias brasileiras bateu recorde no ano de 2021, com uma média de 70,9%. Na comparação com 2020, o crescimento foi de 4,4 pontos percentuais, o maior aumento registrado nos últimos 11 anos, desde quando o estilo de vida consumista tomou notoriedade. Dessa forma, torna-se necessário ter discernimento sobre até onde essas pessoas podem ter influência na sociedade e estabelecer parâmetros com a finalidade de não permitir que cidadãos se tornem massa de manobra das grandes empresas.

Portanto, é essencial que o Estado tome conhecimento deste fato e institua políticas públicas, que visam defender o consumidor e alerta-lo dessas estratégias de influência, por meio de campanhas sociais, a fim de modificar o atual cenário.