Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 02/11/2023

A Constituição Federal de 1988, instrumento que define todas as normas jurídicas no Brasil, prevê, em seu artigo 5º, a garantia à liberdade de escolha para todos os cidadãos. Todavia, fora dos papéis constitucionais, isso não ocorre, uma vez que os influenciadores digitais acabam por influenciar nas decisões de consumo na população. Desse modo, cabe debater como a falta de investimentos por parte do Estado e propagandas da mídia contribuem para a permanência desse cenário.

De início, cabe debater que a adoção de ações inclusivas do Estado sempre foram escassas e precisam de muitas lutas para serem conquistadas. Ademais, segundo Thommas Hobbes, o contrato social é um acordo no qual os cidadãos abdicam de algumas de suas liberdades em troca de garantias sociais para que seus problemas sejam resolvidos por órgãos competentes. Contudo, tal pacto não está sendo respeitado posto que a escassez de atitudes em reduzir a influência de criadores de conteúdos das decisões de consumo faz com que o estilo de vida de várias pessoas sejam mudados rapidamente. Dessarte, é notório que o Governo deve sair do seu estado de inércia.

Outrossim, vale destacar que a mídia possui uma função importante no combate a cenários dessa natureza. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Theodor Adorno, os meios de comunicação detém o poder de influenciar na opinião pública e alterar paradigmas por meio de suas propagandas. Acrescenta-se que, um exemplo desse processo foram as repetidas campanhas nazistas que conseguiram não só criar a imagem de um líder carismático, mas também justificar as maiores atrocidades já cometidas pela humanidade. Dessa forma, torna-se perceptível como tal poder pode ajudar ou prejudicar toda a sociedade.

Portanto, para que esse problema seja superado, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Estado, em parceria com a mídia, deve investir na consolidação das decisões públicas para ajudar na independência de escolha dos brasileiros, a fim de reduzir a influência digital no Brasil. Isso pode ser feito por meio da destinação do dinheiro arrecadado em impostos para a criação de propagandas que colaborem para o fortalecimento da identidade pessoal dos cidadãos. Somente assim, a Constituição Cidadã será respeitada.