Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 30/10/2024

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra os impactos causados pelos influenciadores digitais nas decisões de consumo, verifica-se que esse preceito é constatado na teoria, mas não desvelado na prática. Dentre os ínumeros aspectos que evidenciam essa problemática destacam-se a passividade social e a negligência estatal.

Primeiramente, cabe ressaltar que os influenciadores possuem importância na tomada de decisões de seus espectadores graças à omissão do corpo social que normaliza esse entrave. Sobre isso, a filosófa alemã Hanna Arendt, a partir do conceito da “banalidade do mal”, afirma que uma atitude ruim praticada repetidas vezes se torna insivível, o que inviabiliza a luta para atenuar o problema. Desse modo, ao se eximir perante a influência desses profissionais, fazendo com que eles comandem o que se deve comprar ou consumir, mesmo que divulguem de forma enganosa ao público, a sociedade contribui para o agravamento dessa situação, gerando, como consequência, a frustração de incontáveis indivíduos que não recebem seus produtos da forma que almejavam.

Ademais, nota-se a inoperância governamental como fator agravante na transgressão desses “influencers”. Nesse escopo, a antropóloga brasileira Lília Schwarcz afirma que “o Brasil pratica uma política de eufemismos”, diminuindo a importância das mazelas sociais para não terem que lidar com elas. Dessa forma, ao deixar de fiscalizar e monitorar os influenciadores, muitos desses estão propagadeando de maneira errônea diferentes mercadorias. Assim sendo, o Poder Público se omite, causando quebra de direitos dos influenciados ao serem ludibriados.

Em vista dos fatos pré-citados, faz-se necessário que hajam intervenções para diminuir tal questão que ainda está presente, como o Ministério da Defesa em parceria com o Ministério da Educação ampliarem discussões a respeito do impacto de venda dos influenciadores e suas falsas divulgações, através de palestras divulgadas nas redes midiáticas