Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 30/10/2024

De acordo com dados divulgados pela Forbes, 74% dos consumidores já compraram um produto porque um influenciador recomendou. Esses números revelam a complexidade sobre os impactos dos influenciadores digitais nas decisões de consumo, que podem divulgar produtos e serviços sem uma certificação de qualidade, prejudicando seus seguidores que perdem a confiança nesses grandes perfis das redes sociais. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na ineficiência governamental e na má influência midiática.

Atrelado à fala de Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto aos impactos gerados pelos influênciadores digitais nas decisões de consumo, visto que a falta de políticas públicas de proteção ao consumidor conseguem deixar essas pessoas mais vulneráveis a práticas enganosas, colocando em risco suas economias e informações pessoais. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da estagnação em que se encontra.

Por consequinte, Orwell afirma que, a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quanto aos impactos gerados pelos influenciadores digitais nas decisões de consumo, já que muitos influenciadores são capazes de exagerar sobre os benefícios de certos produtos, levando os consumidores a acreditarem que tais produtos são milagrosos e comprem sem questionar a veracidade, desperdiçando recursos e podendo trazer riscos para a saúde e bem-estar. Desta maneira, urge que a mídia se responsabilize pelos comportamentos que provoca na sociedade.

Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica sobre o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta os impactos gerados pelos influenciadores digitais nas decisões de consumo. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a má influência digital presente no problema. Desta forma, o Brasil poderá visualizar dados melhores acerca da questão.