Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 02/08/2025

Na psicologia social o efeito manada e o conceito de prova social explicam que pessoas tendem a seguir comportamentos ou decisões populares. Paralelamente, 73% dos consumidores brasileiros já compraram algo influenciados pelas redes sociais. Desse forma, fica evidente que os influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo. Acerca disso, é valido ressaltar os efeitos negativos, que são a falta de regulamentação e manipulação emocional.

Em primeiro lugar é válido ressaltar a falta de regulamentação. Sob esse viés, o Código de Defesa do Consumidor, em seu Artigo 36, determina que a publicidade deve ser veiculada de forma a não deixar dúvidas quanto ao seu caráter publicitário. No entanto, tal norma não é suficientemente aplicada diante das novas estratégias de publicidade digital, que se utilizam de formatos sutis e da manipulação de conteúdo para promover produtos de maneira disfarçada, muitas vezes sem aviso explícito de que se trata de publicidade.

Ademais, a manipulação social tambem é um fator agravante. Segundo o sociólogo Zygumunt Bauman, a sociedade contemporânea é marcada pela liquidez das relações humanas nos quais os vínculos afetivos são frágeis e o sentimento de pertencimento se torna escasso. Evidentemente, esse cenário emocional instável cria um terreno fértil para que influenciadores digitais explorem as inseguranças e desejos do público, promovendo produtos como formas simbólicas de aceitação, autoestima e felicidade- a manipulação emocional, portanto, não ocorre apenas por técnicas de marketing, mas por meio da promessa de uma vida ideal, acessível a partir do consumo.

Diante de tal exposto, medidas são necessária para para combater esse ceário atual. Para isso, para enfrentar essa problemática, é necessário que o governo federal, em parceria com o Procon e a Anatel, estabeleça normas que exijam a identificação clara de conteúdos patrocinados por influenciadores. Além disso, o Ministério da Educação, junto às escolas públicas e privadas, deve implementar programas de educação midiática que desenvolvam o pensamento crítico nos estudantes diante da publicidade digital.