Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 24/10/2025
De acordo com o levantamento do Instituto Locomotiva, cerca de 55,6 milhões de brasileiros já sofreram com discriminação ou preconceito enquanto trabalhavam. Esses números demonstram que o problema como a intolerância e o discurso de ódio está presente de forma complexa na realidade brasileira. Assim, compreende-se que o empecilho persiste não só por conta da normalização do ódio perante o outro, como também, a construção social.
Convém ressaltar, a princípio, que a normalização de práticas intolerantes é um fator determinante para o prosseguimento da circunstância. No artigo de opinião ‘‘A boçalidade do mal’’ da autora Elianne Brum, relata que a crueldade, a intolerância e discurso de ódio são práticas normalizadas na sociedade que, atualmente, são até glamourizadas. Sob esse viés, é possível analisar que a sociedade em geral está se brutalizando, ao ponto de que a violência, seja de forma verbal ou física acaba se tornando intrínseca ao corpo social, no qual, o cotidiano se torna vulnerável e atroz para aqueles que carregam suas individualidades distintas do que é considerado ‘‘ideal’’, tal como minorias raciais, religiosa e LGBT+.
Além disso, pode considerar-se a construção social influencia diretamente na questão. No documentário ‘‘Olhos Azuis’’, produzido pela professora Jane Elliot, ela realiza experimentos com crianças da sua classe para provar que o preconceito é construído socialmente. Diante disso, nenhum individuo nasce dotado de preconceitos, eles são impostos de acordo com a formação histórica de cada coletivo, como por exemplo, o Brasil que possui um passado histórico brutal e de caráter excludente a outros povos e culturas, no que hoje, mesmo remotamente, não foi totalmente superado e desconstruído.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Como solução, é preciso que o Ministério dos Direitos Humanos, em conjunto com a mídia, veiculem e organizem campanhas e debates públicos contra a intolerância e o discurso de ódio. Tais campanhas devem ser disponibilizadas em redes sociais e na televisão, enquanto os debates devem ser formalizados nas ruas, a fim de desenvolver o senso de coletividade e sensibilização acerca desse revés.