Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 12/06/2019
Ao analisar a história, observa-se que a evolução da humanidade ocorreu através de uma organização social progressivamente mais complexa, o que possibilitou o surgimento de diversas conquistas, mas também foi responsável por um dos maiores dramas da contemporaneidade: a intolerância e o discurso de ódio contra minorias.
Em plena luz da Revolução Industrial, no final do século XVIII, o sociólogo francês Emilie Durkheim iniciou uma série de investigações sobre a influência da sociedade no indivíduo. Segundo ele o homem sofre e exerce influência na sociedade, sendo assim um dos mecanismos de manter a ordem social é através da repressão do que é considerado fora dos padrões.
No mesmo contexto, segundo o sociólogo alemão Max Weber, além das ações coletivas, aquelas individuais também são cruciais para a vida social. Logo, a intolerância e os discursos de ódio podem ser um reflexo da projeção do próprio indivíduo, ou seja, ele condena e culpa aquilo que ele se identifica.
Outro ponto pode ser observado através do sociólogo Karl Marx, que focou suas análises entre as relações entre o que foi denominado burguês, que são os detentores dos meios de produção, e os proletários, que vendem sua força de trabalho. De certa maneira, todos os conflitos sociais estão ficando exacerbados, justamente pelo abismo social causado pelo sistema capitalista.
Finalmente, o homem está cada vez mais individualista e os conflitos sociais mais intensos devido ao aumento da intolerância como um todo. Em momentos como esses, talvez a única solução seja o homem resgatar um pouco da sua humanidade através da compreensão do sofrimento alheio. Somente assim a sociedade como um todo poderá continuar a evoluir para o melhor.