Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 14/06/2019
Intolerância é a atitude caracterizada no ponto de vista político e social pela ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista e opções diferentes. Cada vez mais enraizada na sociedade, a “cultura do eu” faz com que se aceite menos o próximo, suas diferenças e particularidades. A comunidade já está acostumada a assistir episódios políticos, religiosos e sociais em seu cotidiano, o que acaba por tornar a intolerância um grande desafio a ser combatido.
Observa-se, em primeira instância, que na sociedade atual há uma forte imersão no mundo tecnológico, no qual há o crescimento do individualismo desenfreado, criando assim um ambiente propício aos discursos de ódio e à intolerância para com as minorias. Segundo Pierre Bordieu, a linguagem origina a violência, seja física ou contra opiniões, crenças e classes sociais distintas. Militantes de diversas áreas evidenciam preconceitos e opressões presentes em notícias, propagandas e programas de televisão, sendo um grande exemplo os comerciais de cerveja, que não raramente, explicitam atitudes machistas e são alvo de críticas por parte das feministas.
Deve-se abordar, ainda, que na edição de 2017 do Índice de Progresso Social (SPI), estudos publicados pela ONG americana Social Progress Imperative, mostram que embora tenham ocorrido melhoras individuais, muitos países apresentaram regressão nos direitos do cidadão. Na análise de áreas como necessidades básicas, fundamentos do bem estar e oportunidades, o Brasil se destacou de forma negativa na área de necessidades básicas, em que seu pior indicador é em segurança pública (posição 121 do ranking geral de 128 países), o que evidencia o alto nível de violência que do país, sendo que frequentemente tal violência é dirigida às minorias.
Considerando os atos de intolerância que vitimizam pessoas por seus ideais e orientações (sexuais, religiosas, etc.), portanto, deve-se incluir nos Parâmetros Curriculares Nacionais desde a educação básica a disciplina de Educação Social, que busca a integração de pessoas excluídas ou em vulnerabilidade social, com objetivo de condicionar a formação ética, humanitária e empática desde a infância.