Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 12/06/2019

Uma sociedade que legitima a intolerância e o discurso de ódio, torna-se, consequentemente, uma população extremista. Percebemos que há, ainda, uma estrutura patriarcal enraizada no Brasil, que muitas vezes, é intolerante e machista á ascensão das mulheres em todos os aspectos econômicos e sociais. Historicamente o sexo feminino sempre foi inferiorizado e que apesar de serem numerosas, eram -infelizmente são- a camada mais vulnerável e negligenciada.                                                           Um processo que se tem origem na antiguidade, de que a mulher era ‘usada’ apenas para reproduzir e não tinha nenhum tipo de direito. O mesmo ocorreu quando o Brasil foi colonizado pelos portugueses, em que alguns homens estupravam as ameríndias. Muito somos ancestrais desses estupros. Desde essa época, a mulher brasileira é deslegitimada perante ao patriarcado, é humilhada, é alvo de críticas e de violência tanto física, como psicológica, com poucos apoios legais para ajudá-la e protegê- la das desigualdades. Muitos dos cidadãos são moldados por seus grupos sociais, pelas mídias que consomem a enxergar a mulher submissa e incapaz de ascender economicamente e se libertar das amarras que sociedade a impõe.Sob esse viés, notamos que o problema está empiricamente enraizado no cidadão; muitas vezes, agimos com determinado comportamento por causa das mídias que consumimos e dos círculos sociais em que participamos, somos moldados pela indústria cultural a produzirmos os mesmo padrão de pensamento; as propagandas midiáticas, por exemplo, sobre eletrodomésticos, estão sempre atreladas a uma mulher feliz ao ganhar um fogão, pois ela está associada a cuidar da casa e ser submissa ao marido - que muitas vezes a violenta, por ela expressar uma conduta de resistência sobre esse padrão. Essa é a sociedade em que vivemos, na era dos extremos, do ódio exacerbado e de intolerância de ser mulher e tentar assegurar seus direitos. Toda mulher torna-se mulher, não nasce mulher, parafraseando Simone de Beauvoir, porque a sociedade impõe que ela seja feminina, que seja obediente e submissa ao patriarcado, tornando-se obrigatoriamente mulher sem querer ser naquela determinada época de sua vida.                                   Para que se minimizem esses aspectos negativos da sociedade, é necessário que haja um aperfei-çoamento das leis pelo poder legislativo, conjuntamente, com o poder judiciário,para que tenham maior rigor no momento de atender à vítima encorajando-a de contar a verdade, promovendo a segurança desta e disponibilizar atendimento psicológico imediato; visando promover a cidadania de uma categoria social frequentemente negligenciada. Também, faz-se necessário punir as mídias que inferiorizam as mulheres em suas propagandas, para que promovam consultas psicológicas gratuitas em lugares de alta vulnerabilidade, para que haja o rompimento do esteriótipo de mulher inferiorizada.