Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 12/06/2019
É inegável o fato que, no Brasil, a prática de intolerância e discurso de ódio é um fator que acresce, gradativamente, de forma exponencial, causando graves consequências e vítimas dessa atitude. Paralelamente, torna-se imprescindível que essa realidade precisa, urgentemente ser enfrentada de forma consistente, tanto pela população em repudiar a execução, quanto por autoridades em repercutir meios de combate. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à falta de políticas públicas e ausência da formação socioeducacional.
Em primeiro plano, cabe pontuar que no Brasil o avanço do discurso de ódio e a polarização nas democracias, onde mulheres, negros, indígenas, imigrantes, grupos religiosos, e LGBTI, têm sido cada vez mais estigmatizados. Logo, a alta vulnerabilidade e desvantagem social acabam criando uma relação de dominância de subgrupos ou grupos dominantes que delimitam e padronizam o que entendem por minorias. Sendo assim, o desconhecimento da diversidade, aliado à falta de efetivação ao combate a segregação, exclusão e descriminação das minorias, torna essas pessoas invisíveis perante a sociedade, o que fere o direito de isonomia e equidade social.
Além disso, outro fator que contribui esse revés é a inércia das instituições de ensino e famílias no sentido da conscientização primária do quanto é grave para a vida de um indivíduo que sofre com tal fator. Essa realidade está, diretamente, atrelada ao baixo investimento em palestras educacionais e, não obstante, é a prática da rivalidade entre times exemplo do cotidiano do brasileiro que incentivados pelos pais agrava esse cenário. Consequentemente, é motivado a discriminação e compactuando com a violência física e psicológica que é considerada crime por muitas vezes não é identificada.
Portanto, são imprescindíveis mudanças rápidas e enérgicas, em que a educação seja coautora principal dessa ação, tendo o papel primordial nesse desafio, uma vez que está relacionada ao comportamento social de uma nação. Desse modo, o Estado tem uma função indispensável na condução de projetos e leis que visem o aprimoramento e medidas que levem a equidade social de isonomia a todos os grupos sociais que estão em condições de vulnerabilidade. Com isso, a mídia juntamente a escola são ferramentas fundamentais para conduzir o processo de integração e inclusão social desses grupos por meio do conhecimento das diversidades sociais.