Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/06/2019

O termo Holocausto faz referência ao assassinato em massa comandado pelo regime Nazista, em virtude da perseguição e proclamação de discursos de ódio contra grupos étnicos específicos. Não obstante, tal prática discriminatória transcende, constituindo um cenário contemporâneo nutrido pela má intenção dos discursos, em consequência direta da banalidade sobre tema e a vulnerabilidade social em perpetuar tais ações de desrespeito mútuo.

Convém ressaltar, a princípio, que a má formação socioeducacional e a transmissão de valores habituais contribuem para continuidade da problemática. Uma vez que, as instituições educacionais brasileiras não atuam plenamente na formação crítica cidadã. Nessa lógica, o educador Paulo Freire atenta-se para a importância das escolas não se restringir a uma educação bancária -depósito de conhecimento- mas sim, uma frente motora que auxilia na obtenção de noções básicas de cidadania. Dessa forma, estabelecendo preceitos éticos e morais de rompimento com práticas retrógradas.

Concomitante a essa dimensão cultural, a imperícia social geralmente está associada a prática do discurso de ódio distorcido de liberdade de expressão, o que fomenta ainda mais, o impasse. Sob esse viés, o sociólogo Habermas, na ética da discussão ressalta a necessidade do amadurecimento da sociedade, de modo que o objetivo do diálogo se distancie da radicalização. Assim, a manipulação e ato de convencer quando priorizados, carrega consigo ódio e interesses discriminatórios.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne inicialmente ao Estado, mediante introdução de novos parâmetros curriculares nacionais, por meio de uma educação qualitativa que eleve o padrão educacional tradicional, a fim de minimizar discursos de ódio nos locais de trabalho, como escolas, empresas e setores públicos, de modo que imposição curricular gere mudanças na educação social. Dessa maneira, o Brasil capacitará seus cidadãos para discussões éticas, seguindo a proposta do Habermas.