Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 15/06/2019

Conforme a Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força atue sobre ele mudando o seu curso, funcionando sobre mesma óptica, os entraves ocasionados pela intolerância e discurso de ódio contra minorias, são problemas que continuam a persistir em nossa sociedade. Com isso, o conservadorismo e os padrões estabelecidos por grupos dominantes, configuram-se como agentes agravantes da situação atual.

Em primeiro plano, é preciso atentar para as origens dos coletivos contrários à mudanças sociais, algo presente desde a Grécia Antiga, onde só eram considerados cidadãos e detentores de direitos políticos o indivíduo livre do sexo masculino. Na contemporaneidade, tal exclusão provocada pelo conservadorismo ainda ocorre, mas não com tanta frequência, no entanto, são várias as consequências fruto de pensamentos que excluem as minorias de seus direitos. Dentre elas, tem-se a cultura machista que priva ou dificulta a ascensão da mulher em todos os âmbitos de sua vida, seja por uma questão de diferença salarial ou pelo feminicídio que, segundo levantamento do portal de notícias G1, causa uma média de morte de 12 mulheres por dia no Brasil.

Ademais, o patriarcalismo difundido por grupos dominantes, mostra-se um grande disseminador de preconceitos, tendo o anti-semitismo da antiga Alemanha nazista como um dos principais exemplos históricos, onde mais de 6 milhões de judeus perderam suas vidas nos campos de concentração. Diante disso, observa-se que atitudes discriminatórias se relacionam com o conceito de banalização do mal trazido pela socióloga Hannah Arendt: quando um ato agressivo ocorre constantemente, as pessoas param de vê-lo como errado. Logo, tem-se como resultado a permanência dos discursos de ódio conferidos às minorias, assim como corpo que continua em movimento pela Lei da Inércia.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que alterem este cenário, tais como: a promoção da desconstrução de preconceitos por meio da divulgação de propagandas em todas os meios de comunicação, feitas pelo Governo Federal através de seu órgão oficial de publicidade (SECOM), que visem informar a população sobre o quão prejudicial são as ações discriminatórias, com enfoque em dados estatísticos sobre homicídios causados por atos de ódio - para gerar impacto e assim, provocar empatia e comoção. Desse modo, será possível encontrar um meio que funcione como a força definida por Newton capaz de realizar a mudança no percurso da intolerância e ataque à minorias de sua permanência para sua extinção.