Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/06/2019

Na obra Raízes do Brasil, do autor Sérgio Buarque, ele descreve o homem brasileiro como um ´´homem cordial´´, isto é, que age pelo impulso e sentimento, assim fundamentando o recurso frequente da violência e ao domínio personalista. Bem como, hodiernamente, são expressados contra minorias de formas intolerantes e discriminatórias, tais realidades existem, através do conceito de ética desconfigurado na constituição, como a desestruturação do convívio social.

Nesse sentido, é indubitável que o poder constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema em questão. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a opressão do individualismo e o regresso ético dos cidadãos rompe essa harmonia, logo,  o fato da liberdade de expressão não é um direito absoluto a ser garantido em detrimento dos demais direitos, no qual oprimem grupos minoritários mediante discursos de ódio. Dessa forma, exercem uma violência simbólica, conceito que aborda uma forma de agressão de identidade sem coação física, causando danos morais e psicológicos.

Além disso, destaca-se o retrocesso da empatia no convívio em sociedade, como impulsionador dessa negligência humanitária. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que com ascensão da globalização, os indivíduos se renderam as manipulações ideológicas de modelos autoritários que são definidos como ´´ certos e ideais´´, assim persuadindo uma nação a se opor contra viés de oposições aos seus grupos, desse modo originando as intolerâncias minoritárias e sua persistência na conjuntura contemporânea.

Portanto, diante aos impactos de posturas segregacionistas étnicas, urge haver um esforço para o aperfeiçoamento legal oportuno à proteção moral e íntegra dessas minorias, a partir de diálogo  entre Legislativo Federal  e sociedades civis, reconhecendo demanda reais, e de sanções mais efetivas. Além disso, o Ministério da  Educação e Cultura, deve instituir palestras realizadas mensalmente nas escolas, ministradas por grupos étnicos variados, que discutam o combate dessas práticas discriminatórias, a fim de que o tecido social pensem e agem como cidadãos críticos sociais e não ´´cordiais´´.