Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 14/06/2019

A igualdade deve ser praticada

A Revolução Francesa, ocorrida em 1789, ficou marcada pelo seu lema: igualdade, liberdade e fraternidade, induzindo muitas pessoas, até hoje, a dizerem ter orgulho de seguirem esses princípios. Apesar disso, é recorrente, em pleno século XXI, a intolerância e o discurso de ódio contra minorias, fato que é intensificado pelo preconceito e pela imposição de valores pelas classes dominantes.

De fato, quanto a socióloga, Hannah Arendt, afirma em sua teoria da banalidade do mal, que atitudes opressivas que ocorrem constantemente tornam-se corretas perante a sociedade, corrobora com a ideia de que o preconceito já se tornou algo banal. Grande parte da população pratica o discurso de ódio e não tolera determinadas classes, e vê essas atitudes como normais, o que intensifica as ações de rebaixar os menos privilegiados.

Além disso, segundo o filósofo, Karl Marx, a classe mais favorecida define, por imposição, os valores da sociedade, o que faz com que exista uma desigualdade maior entre as pessoas. Os grupos que não seguem essa ideologia imposta, muitas vezes são vistos como errados, e isso faz com que eles sejam julgados: atacados verbalmente e, em certos casos, intolerados pelas classes que estão de acordo com o padrão estabelecido.

Com isso, nota-se que as minorias ainda sofrem com a intolerância e o discurso de ódio por grande parte da população. A fim de amenizar essa situação, o Governo Federal deve apoiar as classes menos favorecidas, desenvolvendo políticas afirmativas que contribuam para equalizar a relação entre os indivíduos, como a divulgação em redes sociais de frases positivas sobre a igualdade, com o intuito de que, através do estímulo à reflexão, se consiga o engajamento do maior número de pessoas.