Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 14/06/2019

Racial, religiosa, social, etária ou sexual. Na conjuntura contemporânea, são inúmeros os tipos de intolerância existentes. Seria um erro contudo, não admitir como raízes de tal problemática o discurso de ódio, que, no limiar do século XXI, se dissemina de forma rápida, prática e muitas vezes anônima.

É primordial ressaltar eventos históricos que explicitem os preconceitos e discriminações que trazem a sociedade ao período atual. Inegavelmente, o nazismo com suas pregações antissemitas (ódio contra judeus) e o ideário de uma raça pura, enfatizam a intolerância religiosa e racial, que, por meio de discursos de ódio atingiram o objetivo de influenciar uma nação. Com efeito, a intolerância sexual e  racial em países como o Brasil foi enraizada pela estrutura patriarcal do período colonial, no qual as mulheres eram rebaixadas a afazeres domésticos e educação dos filhos, assim como os escravos eram negros vindos da África.

Consoante ao sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, a individualidade é a maior característica — e o maior desafio — da pós-modernidade. Desse modo, a estrutura social contemporânea é constituída de minorias como a população LGBT, negros, ciganos, índios, jovens, mulheres que são alvos de comentários e julgamentos. O mais preocupante, contudo, é que as pessoas confundem liberdade de expressão com a invasão do espaço do outro, não respeitando e zelando pela condição individual de cada ser, dando a impressão da existência de uma ditadura do ser ideal pós-moderno.

Urge, portanto, que assim como o corpo humano precisa de linfócitos, as minorias contemporâneas precisa. de organismos ativos que atuem na sua defesa. Logo, cabe ao Estado, por seu caráter socializante, investir em projetos sociais em escolar públicas e particulares com o objetivo de incluir as minorias no meio social, visto que essas se encontram em grande número entre os jovens além de os ensinar a respeitar e cuidar do próximo. Não apenas isso, mas a mídia tem um papel fundamental na construção de valores sociais, cabendo a ela o papel de conscientização em massa utilizando de meios como internet, televisão e rádio sendo um agente promotor de discussões positivas no âmbito da intolerância qualquer que ela seja. Desse modo, a individualidade deixará de ser um desafio da pós-modernidade e se tornando uma característica ímpar da mesma.