Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 15/06/2019
A seleção natural- termo cunhado pelo cientista Darwin- consiste em dizer que os organismos mais aptos a viver em determinado habitat são favorecidos e evoluirão, mas apenas fazendo referência a vida biológica e, em nenhum momento, analisando o ambiente humano. No entanto, várias pessoas não só adotam isso, como também diversas outras questões para justificar a intolerância e o discurso de ódio contra minorias. Assim, seja pelo caráter etnocêntrico, seja por estímulo de fatores anteriores aos indivíduos, a não aceitação da diferença é comumente percebida na sociedade contemporânea.
Em primeiro plano, nota-se a visão de superioridade e o desprezo ao próximo, estabelecido pela perspectiva egocêntrica de mundo, por parte de etnias, nações, e indivíduos. Isso acontece devido a frequente tendência de enaltecer a cultura e particularidade própria como eixo central, diminuindo as características físicas e comportamentais do distinto. Desse modo, o ato preconceituoso e xenofóbico contra minorias é ordinariamente evidenciado nas esferas sociais.
Ademais, é nítida a discriminação de povos, de costumes e de pessoas influenciadas pelo senso comum. Tal fato se dá pela consciência de que as maneiras de pensar, de agir e de sentir são exteriores aos indivíduos, desencadeada pela coerção social- aludindo ao sociólogo Émile Durkheim. Nesse sentido, observa-se a importância de acontecimentos passados no processo de formação do ser humano. Logo, é constante o severo conservadorismo que repudia, sem fundamentação, a singularidade do outro por ser diferente.
Entende-se, portanto, que é basilar extinguir a aversão, a qual dissemina o discurso de ódio e a intolerância, no mundo hodierno. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação e Cultura, em sinergia com a mídia, por meio de campanhas publicitárias e redes sociais, criar um sistema organizado que reprove a questão argumentada e que denuncie seus malefícios, a fim de combater a constante rejeição com o desigual e todos os preconceitos vigentes na sociedade. Por conseguinte, a legitimação e a construção de explicações, baseadas em falácias, para a odiosidade, progressivamente, será mais oprimida.