Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 15/06/2019
“No Brasil subtrai-se; somar, ninguém soma”- afirmava o escritor pré-modernista Monteiro Lobato a respeito da consciência individualista nacional. Esse país vive um cenário de violências, conflitos e torturas desde sua colonização. Com predominância a homofobia e a intolerância racial. O discurso do ódio contra minorias muitas vezes impede que essas possam exercer livremente a sua cidadania.
Nota-se que o bullying e a intolerância homofóbica, nas escolas, é grande e por consequência muitos jovens cometem suicídio. Consoante o pensamento de Max Weber, teórico alemão, os processos e os fenômenos sociais são dinâmicos e mutáveis, os quais precisam ser interpretados para que se extraia dele o seu sentido. Nessa perspectiva, fica evidente a necessidade de apontar os efeitos sociais dessa problemática em ambiente escolar. É fundamental essa discussão de gênero, não para formar gays e lésbicas,mas sim para transformar as pessoas em cidadãos e cidadãs que se respeitem.
Outrossim, o preconceito racial faz parte da estrutura da sociedade brasileira, tendo como sua principal raiz a escravidão. É importante salientar que esse cenário devastador é observado entre crianças e que essas marcas de racismo são levadas para a vida. Parafraseando Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.” Dessa forma, o combate à intolerância deve ser implantado desde a Educação Básica para evitar a sua propagação.
Destarte, é indiscutível que a intolerância e o discurso de ódio geram consequências e que precisam ser solucionadas. Conforme Einstein, físico alemão, disse, “O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, mas sim por aquelas que permitem a maldade”. É necessário uma atuação do Ministério da Educação (MEC), no sentido de melhor capacitação de profissionais da educação em debates, nas escolas, acerca de modificações sociais, para ser difundida a ideia de respeito em prol de um meio melhor para convivência. Ademais, o MEC junto com a mídia de implantar, no meio escolar e midiático campanhas, direcionadas ao público infantil e adolescente, com historiadores e descendentes de escravos, por meio de uma didática que consiga atingir o público alvo, mostrar de forma realista o que um indivíduo passa quando no século XXI ainda sofre discriminações. Só assim os brasileiros aprenderão, também, a somar.