Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 14/06/2019

Comunidade LGBTQ+, negros, mulheres, indígenas, judeus. Todos esses grupos possuem um fator comum: os estigmas, que, segundo Goffman, são características estabelecidas como inferiores por grupos dominantes. Tais esses que a partir de sua intolerância constroem discursos de ódio de fácil propagação e que ferem os direitos de existir das minorias, atacando-as e excluindo-as. Além disso, o ódio ao próximo não é natural, Darwin já o afirmou como algo mais complexo que os sentimentos naturais humanos, portanto sendo ensinado e - se houver mobilização - reversível.

A lente estereotipada pela qual são vistas as minorias é colocada de maneira sutil e efetiva nos olhos do mundo, infiltrando o preconceito em seu alicerce social. As vias de comunicação, em especial a mídia, são agentes que maximizam a expansão de discursos de ódio, todavia esses não são bem articulados, compactuando de forma banal com argumentos vazios muitas vezes apenas repetidos.

Consequentemente, toda essa intolerância ocasiona em diversas barreiras que devem ser transpassadas, como a vulnerabilidade perante a lei, onde os grupos estigmatizados necessitam lutar mais do que os demais para alcançarem espaço nas esferas políticas. Não somente, a perda histórica de identidade provoca uma árdua busca pelas origens e tradições, de tal modo que torna-se essencial que essas pessoas reafirmem-se na sociedade perante a posição como cidadão possuinte de direitos.

Desta forma, cabe citar que os grupos dominantes aproveitam-se de seus privilégios para fortalecer a segregação para com as minorias, tornando evidente assim a importância de medidas para reverter tal situação. Naturalmente tendo em vista que combater a intolerância sendo intolerante com a própria é inviável, o melhor caminho a se seguir é apropriar-se dos veículos de comunicação para disseminar discursos que ampliem a consciência coletiva, para que gradativamente as esferas sociais tornem-se mais igualitárias.