Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 17/06/2019
A Constituição Federal do Brasil de 1988 diz que todos os brasileiros são iguais independentemente de suas diferenças, e também diz, que todos são iguais em direitos e deveres, mas porque é tão presente no corpo social dessa nação discursos e inflamações de ódio contra as mais diversas minorias existentes; apenas por não atenderem esteriótipos pré definitivos por aqueles que estão em ‘maioria’ na sociedade atual?
Em primeiro lugar está questão passar pelos pilares da educação da nossa pátria pois, " Para odiar, as pessoas precisam aprender, e ser elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar “. Infere-se portanto, assim como defendido por Nelson Mandela que a educação poder perpetua a intolerância e os discursos de ódio contra aqueles que se comportam ou que pensão de maneira diferente da ‘maioria’; colocando-os em posição de fragilidade social, por não atender modelos já existentes, não atendimento esse que pode promover o discurso ao ato.
Essas minorias vem lutando, dia após dia, para transpor esses padrões assim como já havia sido defendido por Karl Max em suas teorias, tendo nessa luta conseguido modestos avanços como por exemplo a decisão recente do STF de equiparar a homofobia com o racismo, tornando este um crime temporariamente inafiançável e imprescritível ; esses avanços são deveras importantes, mas ainda estão a margem do que pode, e do que dever, ser feito pelas autoridades em geral.
Procedendo-se assim, cabe aos Poderes da República promover campanhas de conscientização e de aceitação por meio das mídias sociais modernas e tradicionais existentes, além de transformar o sistema educacional brasileiro através de políticas públicas eficientes pois, ’’ É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.’’ Immanuel Kant, afim de transgredir esses esteriótipos transformando o país em um lugar igualitário e comprometido com a ordem democrática constitucional nacional e internacional.