Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 15/06/2019

Em 1789, foi votada na França, a Declaração dos Direitos do homem e do cidadão, a qual afirma que todos os indivíduos são livres e iguais em direitos. Contudo, em pleno século XXI, ainda persiste na sociedade a intolerância e o discurso de ódio contra minorias, o que contraria esse princípio básico da Declaração.Acerca disso, faz-se necessário debater sobre essa problemática presente intrinsecamente na população.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do aumento desse problema. De acordo com o filósofo Aristóteles, a política e a justiça devem caminhar juntos para que seja alcançada a harmonia na sociedade. Entretanto, quando se observa a questão da intolerância e do discurso de ódio contra minorias, verifica-se que esse equilíbrio é quebrado. E isso comprova que, apesar dos avanços na criação de leis combatentes dessa problemática, o Estado tem as exercido de forma ineficaz.

Outro fator que corrobora para o crescimento dessa problemática é o aumento de grupos que propagam o discurso de ódio e a intolerância nas redes sociais. Conforme o pensador Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar coletivamente, dotado da generalidade e coercitividade. De maneira semelhante ao raciocínio do sociólogo, a presença desses grupos no mundo virtual reflete na sociedade, haja vista que eles exercem influências sobre outros indivíduos, contribuindo,assim, para a expansão desse comportamento retrógrado na sociedade.

Torna-se evidente, portanto, que a continuidade da intolerância e do discurso de ódio contra minorias é grave e exige soluções imediatas. Logo, cabe mormente ao Poder Executivo a efetiva prática das leis  já existentes de forma rígida e eficaz. Cabe também as secretarias de educação estaduais e municipais a elaboração e implementação de projetos em escolas  com o objetivo de ensinar aos mais novos a respeito das diferenças sócio-culturais da população.