Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 14/06/2019
O que se refere a minoria, não é o significado quantitativo dado a esse conceito, mas à marginalização de grupos específicos na história da sociedade. Por mais que tenha ocorrido um avanço significativo no papel de mulheres, negros, índios e LGBTs enquanto agentes sociais e participativos na vida pública e política, essas classes ainda assim continuam sendo as mais intoleradas, alvos de preconceito e agressão.
Em primeiro lugar, o discurso de ódio é influenciando por uma cultura preconceituosa e etnocêntrica, existente desde o início das sociedades. Mulheres não poderiam participar da vida política, negros e índios escravizados, considerados inferiores, e homossexuais tidos como impuros. Após a Guerra Fria, com o advento da internet e, posteriormente, as redes sociais, essas atitudes foram mais facilmente disseminadas, incitando esses grupos ao ódio. Nesse sentido, o referido cenário caótico é reflexo da ausência de medidas asseguradoras dos direitos sociais e civis dos internautas, circunstância agravadora da problemática no território nacional brasileiro.
Fator que ilustra esse cenário, são as consequências advindas de tais condutas, como o crescente índice de violência, morte e falta de emprego para com esses grupos. Segundo o G1, brancos são maioria em empregos de elite e negros ocupam vagas sem qualificação. Características como raça, gênero, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual ou qualquer outro aspecto passível de discriminação estão, apesar das políticas públicas em defesa dessas pessoas, expressivamente nítidas.
Urgem, portanto, ações afirmativas que minimizem esses efeitos sobre esses grupos. A escola tem papel fundamental na formação do desenvolvimento crítico dos alunos, sendo assim, ela deve, por meio de atividades lúdicas, incentivar e demonstrar a importância do exercício correto da liberdade de expressão, bem como estimular o respeito a opinião do próximo e erradicar a disseminação de ódio contra às diversidades. Além disso, o Governo, por intermédio dos meios midiáticos, deve estimular o engajamento das minorias no papel social, alertando sobre possíveis direitos e consequências advindas dessas condutas e da alienação a que estão sujeitas. Só assim, será possível atenuar esses problemas, disseminar uma sociedade mais equilibrada e acolhedora.