Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 14/06/2019
Desde o Período Colonial, até os dias atuais, as desavenças entre parcelas distintas da sociedade representam uma realidade problemática. Uma vez que o preconceito e o ódio se encontram impregnados na cultura do país em consonância com as desigualdades mediante os direitos do cidadão - oque envolve a proteção e respeito que as minorias não recebem- gerando um cenário caótico.
É inegável que o respeito ao próximo deve pertencer à consciência de todos em uma nação sob a luz dos direitos humanos. No entanto, a cultura brasileira nasceu de desigualdades - raciais, entre gêneros, entre religiosas e outras-. Desse modo, houve uma naturalização dos discursos de ódio e intolerâncias no cotidiano, oque demonstra uma situação em que a dignidade e integridade de muitos é ferida constantemente.
Também é relevante considerar que o descaso na esfera política perante a problemática em questão, se faz como um sustentáculo para a progressão da mesma. Sendo assim, existem poucas atitudes que combatam essa realidade, bem como a desvalorização dos movimentos sociais. Como prova do referido, segundo o blog “A Voz do Cidadão”, as mulheres no Brasil representam apenas 8,2% do Congresso Nacional, oque mostra que a voz das minorias é parcialmente ignorada.
A intolerância e o discurso de ódio, portanto, são fatores que necessitam de correção. Destarte, é dever do Ministério da Educação - com o auxílio da mídia - promover a conscientização da sociedade, por meio de campanhas e palestras que estimulem o respeito e o orgulho da diversidade brasileira, com o fito de desnaturalizar o ódio. Além disso, é responsabilidade do Estado, corrigir a desatenção diante dos pedidos dos movimentos sociais, por meio da manutenção das leis que asseguram os direitos de todos, a fim de amenizar a situação de vulnerabilidade das minorias. Dessa forma, aos poucos os erros do passado serão superados pelo Brasil.