Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 17/06/2019
É notório que a intolerância entre as pessoas, é assunto frequente no país. Mesmo com avanços educacionais, o cenário de iniquidade permanece e reflete na sociedade brasileira. Uma vez que, não só há um descontentamento com o diferente, como também a confusão entre liberdade de expressão e discurso de ódio.
Primeiramente, no Brasil, é comum encontrar situações de violência por motivo torpe àqueles que não se assemelham aos seus agressores. De acordo com os dados do jornal O Globo, páginas na internet que expõe conteúdos de intolerância, cresceram 203% nos últimos anos no país. Essa taxa mostra como as pessoas julgam o que é diferente como algo imoral. Prova disso, são violências verbais e psicológicas, como práticas de inferiorização desmoralizante, tanto pessoal, quanto profissional, fator acumulativo para desencadear problemas com drogas ou depressão.
Outrossim, segundo a declaração dos Direitos Humanos da ONU, “Todos são livres, dotados de razão e consciência e devem agir de forma fraterna em relação aos outros, pois são iguais em dignidade e direitos”. Contudo, contrariando essa descrição, as pessoas se mostram cada vez mais intolerantes perante o outro, espalhando comentários preconceituosos por trás de perfis na internet, alegando a prática do direito à liberdade de expressão.
Dessa forma, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, órgão mais capacitado para a resolução do problema, promover - em parceria com instituições de ensino - campanhas midiáticas sobre a violência contra as minorias. Esse projeto seria realizado, também, em escolas para todos os níveis de educação. Assim, ensinando desde os mais jovens que há diferenças no mundo e essas devem ser respeitadas, em consonância à frase do escritor Carlos Drummond de Andrade, “Ninguém é igual a ninguém, todos ser humano é um estranho ímpar”. Ademais, deve ser ampliado a divulgação de meios de denúncia para aqueles que são, de alguma forma, desrespeitados.