Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/06/2019

A Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945, ficou conhecida pelo discurso de ódio contra minorias e o assassinato em massa de judeus, homossexuais, deficientes e ciganos. Ademais, o Holocausto foi palco desse horror cometido contra humanidade. Entretanto, após a declaração universal dos direitos humanos, em 1948, homossexuais, judeus, negros e mulheres ainda sofrem com o discurso de ódio diante da sociedade.

Primeiramente, vale ressaltar, o direito de liberdade de expressão é direito fundamental que se inclui na vida do ser humano. Porém, a liberdade de expressão não é um direito absoluto, sendo que nas hipóteses onde o exercício da liberdade de pensamento e expressão fere direito constitucionalmente consagrado de outrem, há de existir a devida limitação e punição. Diante disso, homossexuais, devido a sua orientação sexual, cotidianamente sofrem injúrias por pessoas que pensam que tem o direito de magoar o outro pelas suas escolhas.

Sobre essa conjuntura, a internet pela possibilidade do anonimato, tem se tornado o meio pelo qual a descriminação, racismo e o discurso de ódio tem se desenvolvido. Com isso, algumas pessoas utilizam essa ferramenta como “liberdade de expressão” para distribuir ódio contra minorias. Segundo o filósofo Santayana, reter os acontecimentos passados é importante para o progresso. Não se deve criar algo completamente novo, mas considerar o que aconteceu no passado. Pela mesma razão, para que a realidade do Holocausto não venha repetir, é necessário mudanças.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Segundo Paulo Freire, ninguém aprende sozinho, mas também ninguém é ensinado alguma coisa. Dessa forma, o Ministério da Educação, por meio de propagandas e projetos, desenvolva, na sala de aula, formas de conscientizar desde cedo as pessoas sobre a importância de respeitar as diferenças dos outros, a fim de acabar com qualquer forma de julgamento e discurso de ódio.