Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 17/06/2019

Em 2013, o Brasil foi palco de expansivas manifestações da juventude, que levantaram questões das minorias, como negritude, os direitos LGBTs e o lugar da mulher na sociedade. Hodiernamente, mesmo com alguns avanços, a intolerância, e o discurso de ódio, permanecem. A ideologia cristã, juntamente com a falta de conhecimento das lutas das minorias são fatores que dificultam a resolução do impasse.

Em primeiro plano, evidencia-se que a ideologia cega do cristianismo contribui, principalmente, em subjugar o lugar da mulher na sociedade. A ministra de Direitos Humanos e Família, Damares Alves, embasada na sua crença religiosa, disse ao jornal Folha de São Paulo que a mulher deve voltar-se para o cuidado do lar, e não se envolver com política. Esse posicionamento de uma figura pública nacional é um regresso aos anos de luta das mulheres por igualdade social.

Outro ponto relevante é a falta de conhecimento sobre a luta das minorias. Uma evidencia desse fato é a popularização do termo “mimimi”, que deslegitima uma fala de denuncia à práticas nocivas às minorias, que, no entanto, são corriqueiras. Denuncias à transfobia é um bom exemplo. Mesmo o Brasil sendo o país que mais mata transsexuais no mundo, segundo uma ONG Europeia, não reconhece a situação de risco na qual pessoas trans se encontram.

Mediante os problemas expostos, conclui-se que medidas são necessárias para solucionar o impasse. O MEC deve incluir no currículo obrigatório da Educação Básica, disciplinas que abordem especificamente sobre minorias, que incluam temas como Identidade de Gênero e Educação Sexual. A fim de acabar com a ignorância desde cedo, para que as pessoas saibam não só entender o que são minorias, como também defender o direito delas existirem. Além disso, o Sistema Legislativo deve criar leis que obriguem empresas a destinar uma porcentagem de suas vagas a pessoas transsexuais, a fito de que estas tenham a oportunidade de não se sujeitar à subempregos, e, assim, fazer com que o Brasil deixe de ocupar a trágica posição no ranking de assassinatos à transsexuais no mundo. Medidas como essas podem fazer com que o Brasil dê um salto rumo a uma sociedade mais acolhedora.