Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/06/2019

Com fundamento ainda na primeira maior revolução intelectual, que trouxe os ideais iluministas no seculo XVII, buscando estabelecer uma sociedade mais justa e progressista, temos as causas de intolerâncias sociais ainda hoje como atitudes primitivas e inaceitáveis, onde geram diversos problemas gregários, em passe que a sociedade não acompanha em conjunto uma evolução consciencial e  vive como se ainda houvessem lutas de tribos.

O sociólogo Émile Dukheim, traz em sua investigação científica a respeito da sociedade a teoria do Fato Social em que a conjuntura social acaba por impor ao indivíduo as normas morais do grupo dominante economicamente e tradicionalmente, fazendo assim uma suposta coesão de valores, o problema é gerado com a tentativa de coerção dessa classe dominante, que ao impor suas ideologias decorrem de intolerância e desrespeito violando o direito de expressão dos grupos minoritários em poder de expressão. No Brasil ficou claro essa forte intolerância exercida ainda, com o caso Marielle Franco,  vítima de execução política por sua defesa aos direitos humanos, de minorias como a comunidade LGBT, as mulheres, negros e marginalizados.

Segundo o filósofo John Locke o estado natural do homem é primitivo, ou seja, tende a agir como animal em que busca de seus anseios individuais,  sendo necessária a ação do Estado para alcançar a harmonia social dos interesses do todo. Na luta constante por poder e melhores condições, a maior parte da sociedade brasileira estagnou na evolução moral e de liberdade de costumes, ou seja, cada um tende a conservar seus princípios  primários sem abrir-se para a evolução moral.

igualde, liberdade e fraternidade que surge como luz para a sociedade harmônica e evolutiva moral e intelectualmente.

Assim para que os princípios fundamentais de, liberdade, igualdade e fraternidade que vem como fundamento ainda na Idade Moderna para se alcançar o avanço do campo das ideias e na vida coletiva, possam ser estabelecidos na Idade Contemporânea brasileira, é necessária a ação do Ministério da Educação buscando trazer como bases nas escolas o desenvolvimento tolerante e plural dos alunos, com atividades lúdicas ,e como disciplina para os alunos do fundamental dois. Já o Estado deve trazer em todas as divisões governamentais a sua ação para valer o Artigo quinto da Constituição, defendendo os direitos fundamentais, como a: Igualdade de Gênero, a Liberdade de Manifestação do Pensamento e a Liberdade de Locomoção, que têm como objetivo assegurar uma vida digna, livre e igualitária a todos os cidadãos de nosso País.