Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 16/06/2019
Na Idade Média o tribunal da Santíssima Trindade era utilizado como punição para aqueles que iam contra os padrões estabelecidos. Nesse viés, hoje, apesar do tempo, a parcela que contradiz esses modelos resulta em demasiada propagação de ódio, sendo julgados como no tribunal, devido tanto pelo conservadorismo enraizado na qual resulta em críticas contra os grupos minoritários na internet. Reverter tal quadro é um dos princípios de uma sociedade que se diz justa e constitucional.
Em uma primeira análise, é válido salientar a forma de pensamento ultrapassado. Nesse sentido, o filósofo alemão Habermas em sua teoria referia que, conhecer e compreender a diversidade cultural é um dos fundamentos para garantir os direitos de todos e, para isso, deve ocorrer uma razão comunicante, ou seja, uma mudança para atender a todos. Entretanto, o Estado brasileiro se encontra em total descaso com essa necessidade, em que a realidade está a cada dia mais parecida com a Idade Média.
Relativo a isso, tamanhos conceitos apresentam consequências nos meios comunicativos. Por essa ótica, o grande ataque contra os direitos do próximo se intensificou grandemente com o advento da Constituição Federal, na qual garante a todos os indivíduos a liberdade de expressão. No entanto, tal direito está sendo confundido com discurso de ódio pela internet contra as minorias, como os ataques gordofóbicos na cantora Preta Gil pelo instagram em suas fotos de biquínis. Dessa forma, é visível o preocupante quadro e a participação cultural aprofundada que precisa ser superada.
Assim, portanto, urge que ONGS criem o projeto intitulado “Sociedade quebrada”, por meio da ajuda das escolas; professores e alunos participem das reuniões, palestras e mesas redondas sobre os grupos em desvantagem e a intolerância imposta sobre essa parcela populacional, como também, nesse evento os palestrantes devem ser as próprias pessoas – mulheres, gordos, negros, gays e grupo LGBTQ em geral- que são atacadas diariamente, a fim dos ouvintes encararem a realidade nua e crua vivenciada e, desse modo, refletirem sobre os seus atos no dia a dia. A partir disso, os julgamentos contra as diferenças fiquem apenas no século XIII.