Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 16/06/2019
Respeitando a cultura e religião dos povos dominados, os persas agregaram territórios a seu império, de modo a consolidar uma vasta região na Antiguidade Oriental. Em contraste com o contexto do Brasil hodierno, um cenário antagônico surge, onde grupos minoritários padecem com a intolerância, ocasionada pelo preconceito arraigado na sociedade, e a disseminação dos discursos de ódio pelo ambiente virtual.
Em primeira análise, é importante destacar que, embora a Constituição defenda o respeito a todos os cidadãos, o histórico segregacionista do Período Colonial persiste. É indubitável que esse processo, ao escravizar africanos e tratá-los como mercadorias, criou raízes de intransigência racial, religiosa e cultural, além de provocar um verdadeiro “apartheid” no país. Por conseguinte, as minorias, parcela da população em desvantagem social, como a comunidade LGBTQIA+, negros e mulheres, são martirizadas pela negligência .
Paralelamente, cabe salientar que a instantaneidade da propagação das informações acentua a problemática. Concomitantemente a Steve Jobs, inventor e empresário norte-americano, a tecnologia move o mundo e, consequentemente, as relações interpessoais. Todavia, a internet se tornou palco de declarações preconceituosas, a pautar pelos inúmeros casos de vítimas da propagação do ódio pelas redes sociais e pelo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa (Ipsos), que revelou que Brasil é o 2º país com mais casos de “cyberbullying” contra crianças e adolescentes. Logo, é evidente a necessidade de mudança do quadro atual.
Destarte, é imprescindível uma ação conjunta entre Estado e população. Por meio de aulas didáticas promovidas na escolas, o respeito às diferenças deve ser trabalhado, com intuito de extinguir o pensamento de repúdio construído pela sociedade. Já na esfera virtual, campanhas de combate aos discursos de ódio deverão ser fomentadas, além da garantia de punição prevista pela lei para os agressores. Assim, a tolerância poderá imperar sobre o país e torná-lo justo para todos.