Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 15/06/2019

É consenso na comunidade sociopolítica hodierna, a maneira como parte da população brasileira está se rendendo gradativamente à violência e ao discursos de ódio. Todavia, na contemporaneidade, os mais afetados com essas mudanças de comportamento são os cidadãos considerados minorias, que se encontram em situação de desvantagem social, pois as hostilidades vão muito além de uma simples opinião, elas invadem bares, ruas e até casas, podendo aparecer não só como agressão física, mas também como verbal. Diante isso, há grandes dificuldades para garantir a tranquilidade do cidadão comum, devido a selvageria no cotidiano e a falta de atenção do Estado à questão.

Primeiramente, um obstáculo enfrentado por esses indivíduos é a negligência estatal, uma vez que o governo nem sempre cobra do Ministério da Segurança, meios mais efetivos para garantir o bem estar e segurança pública, como rege o Artigo 144 da Constituição. Outrossim, se essas cobranças não forem feitas, os índices de feridos e mortos tende a crescer sucessivamente, moldando o corpo social e criando uma nova cultura, a de que não se deve ter respeito pelo próximo.

Outro desafio é a mentalidade retrógrada de parte da nação, que age constantemente como se essa nova face intolerável fosse normal. Citando Rousseau: “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”. A frase do filósofo suíço parece fazer alusão a situação que a população canarinha se encontra, de modo que as “correntes” que os prendem são os desafios de combater a violência generalizada, em vista que, o número de denúncias de racismo dobrou nos últimos anos, como indicam pesquisas feitas pela Secretaria de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

Desse modo, torna-se indubitável a urgência da batalha contra a intolerância e os discursos de ódio para que seja viável moldar uma nova cultura. Logo, faz-se crucial o papel do Ministério da Educação para a criação de projetos educacionais nas escolas, os quais devem promover palestras e atividades lúdicas que destinam-se a preparar e conscientizar os indivíduos para as singularidades do mundo moderno e como o respeito ao próximo é necessário para a construção de uma sociedade igualitária. Destarte, será possível criar uma comunidade que possa quebrar as “correntes” e de fato promover a plena construção de conhecimentos, isonomia de direitos  e segurança, garantindo assim, um país que proporciona igualdade.